Segundo a mitologia grega Têmis era a deusa da Justiça, da lei e da ordem e protetora dos oprimidos. Inicialmente, Têmis era representada como uma divindade de olhar austero e segurava uma balança em uma das mãos, e, em outra, uma cornucópia (uma espécie de espada). A imagem da Têmis, como conhecemos hoje, passou a ter a venda nos olhos por criação de artistas alemães do século XVI. A faixa cobrindo-lhe os olhos significava imparcialidade: ela não via diferença entre as partes em litígio, fossem ricos ou pobres, poderosos ou humildes, grandes ou pequenos.


FONTE: http://webmais.com/os-olhos-abertos-de-temis/

Diké (ou Dice) filha de Zeus com Têmis, é a deusa grega dos julgamentos e da justiça (a deusa correspondente, na mitologia romana, é a Iustitia), vingadora das violações da lei.

Era uma das Horas. Com a mão direita sustentava uma espada (simbolizando a força, elemento tido por inseparável do direito) e na mão esquerda sustentava uma balança de pratos (representando a igualdade buscada pelo direito), sem que o fiel esteja no meio, equilibrado. O fiel só irá para o meio após a realização da justiça, do ato tido por justo, pronunciando o direito no momento de "ison" (equilíbrio da balança). Note-se que, nesta acepção, para os gregos, o justo (Direito) era identificado com o igual (Igualdade).

É representada descalça e com os olhos bem abertos (metaforizando a sua busca pela verdade).



FONTE: Wikipedia

Indice

sábado, 3 de abril de 2010

      Não sou verdade absoluta, nem plena mentira. Não sou a alma que se atira no fosso negro da ilusão, nem a alma que morre em vida ao escolher estar morta. Não sou o perdão, nem o carrasco. Não sou o medo, não sou o delírio, não sou a confissão de morte prostrada perante o confessor. Não sou aqui, mas tambem não sou lá. Talvez não seja a leste e nem a oeste, e tambem não sou o norte de ninguem, talvez nem o meu próprio. Não sou o pecado espiado através dos olhos do pecador e, muito menos, a salvação observada pelos olhos do puro de coração.
      Tão fácil dizer quem não sou, tão dificil dizer quem sou. Pois eu mudo. Sou um agora, sou outro depois, sou este hoje e aquele, amanhã. Sou um milhão dentro de mim mesmo, em cada atitude, cada pensamento, cada vontade, cada revolta, cada insatisfação, cada dúvida, cada angústia.  Sou um, e o medo me torna outro. Sou medo, e a paixão me muda novamente. Sou paixão, e o tédio me transforma em mais uma parte (ir)relevante. Quem sou, quem não sou, quem posso ser e quem fui, cada coisa dessas, uma onda translúcida em um mar revolto de caos. Sou o orgulho, sou a inconstância, sou as mil faces do Coringa, sou a parte boa da alma má, e tambem sou o lado negro da alma boa. Quem me dera ser um, quem me dera não ser fragmentado e tão singular. Sou mais do que ontem, menos do que amanhã, e exatamente igual ao que gostaria de (não) ser.
      Matheus é orgulho? Certamente. Matheus é desconfiança? Indubitavelmente. Matheus é paixão? Quando despertado, sim. Matheus é amor? Tão raro quanto uma estrela brilhante não ser notada no céu solitário. O fato maior É: Matheus continua sendo, em essencia, apenas UM, mas, ele será para voce o que voce despertar nele.

4 comentários:

  1. "...eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então." alice in wonderland...

    E Matheus nunca deixará de passar de brisa pra tempestade num piscar de olhos.
    E nem deixará de se assemelhar ao mar bravio, pra onde os barcos caminham sabendo do perigo,
    e todo capitão sabe que o mar é revolto só na superfície, a medida que se aprofunda descobre-lhe as maravilhas... e o silêncio, e os baús de tesouros escondidos... e uma infinidade de cores todas elas se movimentando em cardumes.

    Quem vê o mar agitado nem pensa nisso.

    *.*

    ResponderExcluir
  2. aaaaah math, gostei mesmo. acho qe todos nós por mais que queiramos nos conceituar, não o fazemos por completo. bjsmil ;*

    ResponderExcluir
  3. "Sou um, e o medo me torna outro. Sou medo, e a paixão me muda novamente. Sou paixão, e o tédio me transforma em mais uma parte (ir)relevante."


    amei, amei, amei.

    ResponderExcluir